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  Ano IX - Macau-RN, 01 a 15 de abril de 2004
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Iraquianos vivem dias de penúria

Reprodução
Um ano após os EUA invadir o Iraque com o apoio da Inglaterra, visando interesses políticos, principalmente em relação ao petróleo, a população continua empobrecida e miserável num país arrasado pela guerra. Falta de tudo no Iraque: alimentos, água, energia elétrica, trabalho e segurança. As necessidades básicas e a falta de estrutura deixam o país no caos e os americanos controlam tudo e nada realizam para mudar a situação que a cada dia piora ainda mais. Trocou-se a tirania de Saddam pela ocupação preconceituosa de Bush.


Não é novidade que Bush e seu aliado Blair atuaram de má fé, tamanho despreparo, pode ser visto na reclamação dos iraquianos que falam que os soldados das forças invasoras estavam armados até os dentes para a guerra, preparados mesmo para matar. Mas não estavam preparados para a paz. O quesito humanidade ainda não consta na cartilha dos invasores, quando são cobrados pela infra-estrutura que prometeram após a guerra.

A realidade é que os soldados ignoram os iraquianos. Geralmente realizam uma reunião com alguns líderes e solicitam uma lista de prioridades que são engavetadas e nunca cumpridas. Basta sair pelas ruas e encontrar a indignação dos iraquianos: eletricidade às vezes tem; gás é um artigo de luxo e praticamente é vendido por uma fortuna; a comida está escassa e a carestia impera em artigos de vestuários, etc.

Andar pelas ruas que foram atingidas pelas bombas das forças dos EUA, é pisar em esgotos à céu aberto, água podre e muita lama. Também encontrar famílias inteiras morando em buracos, onde antes era a moradia. E nenhuma providência a ser tomada pelas forças invasoras. E o pior é que as entidades filantrópicas que estão no Iraque tentando amenizar o desespero das pessoas carentes, não tem mais como ajudar a população, incluindo as crianças que ainda sofrem os efeitos da guerra. Para elas bastam presenciarem a patrulha das forças de ocupação para ficar em pânico.

Bagdá, uma cidade de 6 milhões de habitantes é um exemplo do cotidiano de caos. Para colocar gasolina num carro, é preciso enfrentar uma fila de 6 horas. Para um país rico em petróleo, Ter um tanque do combustível vendido no mercado negro a Us$ 500,00, é a lei da sobrevivência a qualquer preço. Não há lei no país, a corrupção está em toda parte.

Os iraquiano não contam com governo, assistência médica, social e tampouco com a sensibilidade internacional para a questão. Se com Saddam não tinham nada, devido aos embargos comerciais, agora tudo piorou ainda mais. Estão abandonados à própria sorte. Para os iraquianos, a ONU lavou as mãos e deixou por conta dos EUA e a Inglaterra resolverem o problema. E os americanos reclamam que o capturado Saddam não colabora com nada, nenhuma informação. E sósia sabe algum?

É difícil mesmo acreditar que vai colaborar. Uma pessoa que contava com uma estrutura de poder e riqueza como o ex-presidente do Iraque, que possuía pelo menos cinco sósias para aparições públicas... se deixar ser preso num buraco? Será que Bin Laden foi mais inteligente? E os dois ainda estão com a mesma aparência e os rostos de antes? Só em roteiros de Hollywood ou estratégias do Pentágono para acreditar nas peripécias dos soldados americanos no Iraque. A vida é real e os iraquianos que o digam e que sentem na pele diariamente.

Para os iraquianos ainda há esperança de ver o país livre e conduzido por seus próprios líderes. O caminho vai ser ainda muito longo e só vão acreditar com as desocupações das tropas americanas. Com esperança e desencanto vão sofrendo as famílias iraquianas.