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  Ano IX - Macau-RN, 01 a 15 de abril de 2004
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MST volta às ocupações no Brasil

Adrovando Claro

Com o objetivo de forçar o governo federal a acelerar a reforma agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras (MST) vai intensificar uma série de invasões a partir de abril em todo o país. O aval foi dado pelo coordenador nacional, João Pedro Stédile, que afirmou que a meta é "infernizar" o governo para abrigar cerca de 400 mil famílias acampadas em vários Estados.

João Pedro Stédite

Com o objetivo de forçar o governo federal a acelerar a reforma agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras (MST) vai intensificar uma série de invasões a partir de abril em todo o país. O aval foi dado pelo coordenador nacional, João Pedro Stédile, que afirmou que a meta é "infernizar" o governo para abrigar cerca de 400 mil famílias acampadas em vários Estados.

Para João Pedro Stédite, ocorre no momento uma enorme inexperiência administrativa no governo Lula, principalmente, no setor que é responsável pela reforma agrária. Tem um imobilismo e uma falta de empenho para questão da reforma agrária. Para o coordenador do MST, há uma trava no assunto pelo modelo econômico que o país ainda segue, como as regras neoliberais e fomentação de acordos injustos com o Banco Mundial, FMI e Alca. A reforma agrária para Stédile, "é uma das coisas mais fáceis de fazer no Brasil. Basta desapropriar todas as propriedades improdutivas (acima de mil hectares) como diz a constituição."

Nas mobilizações do MST, explica Stédile, "é que muitas vezes a ocupação é confundida com invasão". A orientação e a linha política do movimento é ocupar parte das terras de forma massiva para chamar a atenção de que são improdutivas. Os acampamentos servem para agrupar integrantes pobres, excluídos das políticas públicas, sem condições de moradia e sem Ter para onde ir. No acampamento, o agricultor sem terra participa de discussões, tem uma educação cidadã e dá sua opinião. O lider do MST, que foi denunciado pelo Ministério Público(RS) por "crime contra a paz" no ano passado por causa de uma palestra, tem o apoio da Comissão Pastoral da Terra da igreja católica brasileira.

A Pastoral da Terra chamou a atenção para o fato que as palavras de João Pedro Stédile tem ressonância em movimentos sociais há muitos anos no país, não há novidade na realidade que o mapeamento do agricultor sem terra segue com injustiças desde da época da ditadura. A Pastoral da Terra lembra em nota que "nada justifica que um pequeno grupo, que forma a elite brasileira, continue a controlar tudo neste país, gerando a exclusão, a pobreza e a miséria da maioria da nossa população".