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  Ano IX - Macau-RN, 01 a 15 de abril de 2004
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- MST volta às ocupações no Brasil

- Expulsos do PT criam novo partido

Começa a temporada de greves no governo Lula

Adrovando Claro


O governo Lula deverá enfrentar uma grande leva de greves a partir da segunda quinzena de abril, principalmente partindo do quadro do funcionalismo público em geral, tanto a nível federal, como também vão pipocar mobilizações nas ocupações de prefeituras e Estados.

O coro vai ter um efeito dominó e vai engrossar por melhorias salariais. Com uma pauta de reivindicações baseada na estagnação de quase 10 anos sem aumento real de salários, os sindicatos vão às ruas para chamar atenção da população no que diz respeito a qualidade do serviço público, pago pelo contribuinte e que vem sofrendo indiferença desde da época do governo Collor.

Nas estatísticas mais baixas apontam uma defasagem salarial no setor do funcionalismo público beirando ao 82 % e a baixa remuneração atinge os principais setores básicos das administrações públicas: saúde, educação e segurança.

O confronto dos sindicatos que agora estão lembrando que o papel do governo nos últimos anos sempre foi de empurrar com a barriga os reajustes do funcionalismo público, vão tratar de articular medidas conjuntas para tentar obter uma pressão maior para negociações.

A cobrança vai coincidir também com o reajuste do salário mínimo em maio, que tem no orçamento da união um índice de reajuste de 7,92% contra minguado 2,5% prometido para os trabalhadores públicos. O que está muito longe de garantir ao menos um aumento real nos salários.

O funcionalismo público que foi base da campanha de Lula para cumprimento de promessas com relação a valorização do setor, vai trazer mais um desgaste ainda maior para o governo. Setores do funcionalismo público ainda não engoliram os efeitos das medidas no INSS, estão frustrados e não tem expectativas quanto a uma recuperação das perdas ocorridas em virtude de politicagens que esquecem os próprios quadros internos de servidores públicos. Os sindicatos prometem não amolecerem para obter algum tipo de conquista salarial, incluindo meios como uma greve geral.

Resta ao governo dirigido pelo Partido do Trabalhadores, reagir com uma medida mais condizente com as promessas da campanha eleitoral e tentar ainda salvar algum saldo positivo para as eleições municipais. Os votos dos servidores públicos vão migrar para outros destinos, se o PT não soube reconhecer que "promessa é dívida".