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  Ano IX - Macau-RN, 01 a 15 de abril de 2004
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:. Economia

RICOS CADA VEZ MAIS RICOS NO PAÍS DO FOME ZERO

Adrovando Claro
Idosa conta as moedas para feira.O número de ricos no Brasil dobrou em 20 anos, gerando uma concentração de renda direcionada apenas para cinco mil famílias, que detêm 45% da riqueza do país. A pesquisa divulgada por técnicos da USP, da PUC e da Unicamp, considera como "ricos" as famílias com renda superior a R$ 10.900,00. O estado que concentra o maior número de famílias ricas no Brasil, é São Paulo. 443 mil famílias com renda acima desta faixa vivem na capital paulista.

Todos esses ricos foram beneficiados pela recessão, moratórias e sucessivos e desastrosos planos econômicos que o país enfrentou nos últimos 20 anos. De acordo com os estudos das universidades, dos ricos que são 2,4% da população brasileira, somente uma pequena parte da classe média subiu o patamar das riquezas. Outra parte dessa mesma classe média ficou pobre. E a base da pirâmide social formada de pobres ficou ainda maior. Os ricos detém 75% do Produto Interno Brasileiro(PIB) e cerca de apenas cinco mil famílias são donas de 45% do PIB nacional, o equivalente a R$ 691 milhões.

Adrovando Claro
São Paulo - cresce riqueza, aumenta pobrezaOs ricos ganham 14 vezes mais que a média do país. 50% do total das famílias ricas estão residindo em São Paulo(SP), Rio de Janeiro(RJ), Brasília(DF) e Belo Horizonte(MG). As dez capitais mais ricas do país reúnem 60% dos ricos do Brasil. O percentual no Brasil subiu de 1,8% em 1980 para 2,4% em 2000. Em São Paulo, o percentual chegou a crescer 100% nesse período. A grande parcela de ocupação dos ricos são empreendimentos dos setores privados, atuam como empregadores e donos das próprias empresas, diretores de grandes empresas nacionais ou multinacionais, trabalhadores autônomos e também uma parcela de funcionários públicos.

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. A falta de cultura democrática, a fragilidade das instituições públicas, a falta de organização da sociedade e a ignorância e o brutal desconhecimento da desigualdade social, contribuem para esse elevado índice de concentração de renda. O governo brasileiro também contribui para essa situação, através de uma carga tributária desigual, que desconta diretamente na fonte do trabalhador assalariado. Quanto aos ricos, nem toda fonte de riqueza é tributada e o Estado se encarrega de transferi recursos oriundos de toda a população para as camadas mais ricas. Isso acontece por meio da dívida pública, juros altos e do superávit primário. No Brasil, não há impostos que atuem sobre os ricos e tampouco políticas sociais para os pobres. O fosso das desigualdades aumenta e é um perigo eminente para toda a sociedade brasileira.